A pele do bebê merece um carinho especial!

Bom dia mamães !!!  

Quero esclarecer uma dúvida que muitas mamães tem.
Qual o sabonete ideal para dar banho no bebê ? 

A pele do bebê é bem diferente da

A pele do bebê é bem diferente da pele de nós mamães. A pele do bebê continua em processo de formação até o primeiro ano de vida, ou seja, ainda está em processo de adaptação ao ambiente fora da barriga da mãe. É por isso que a pele do bebê é tão fina, sensível e frágil.

Imagem: blogbrasil.com.br

Por isso, nossos pequenos não podem usar qualquer tipo de sabonete para o banho. Os sabonetes que usamos, principalmente sabonetes em barra, têm pH (potencial de hidrogênio) que pode ressecar a camada superficial da pele do bebê, a camada córnea, podendo causar irritação e aquelas manchinhas vermelhas. Além disso, muitos sabonetes tem corantes, fragrâncias e conservantes que podem causar uma irritação mais grave, a dermatite. Os mais recomendados por pediatras e dermatologistas são os sabonetes líquidos, suaves, sem sabão, sem fragrância, com pH neutro ou ligeiramente ácido, que não irritem a pele nem os olhos do bebê. Devemos evitar substâncias chamada triclosan (sabonetes antissépticos),e lauril sulfato de sódio.
VANTAGENS:

  • Mais prático
  • Mais econômico (nos dias de hoje onde tudo está tão caro não é mamães?)
  • A maioria possui refil, está aí mais um economia e,
  • Menor risco de contaminação por bactérias e fungos.


Ainda na maternidade a enfermeira foi me ensinar a dar banho no Murilo. Aquele bebê tão frágil e molinho. Fiquei insegura mas fui eu quem deu o primeiro banho em casa #mamãesvibram
Então, ela me falou para começar pelo rosto, passar a mão limpa e úmida e depois pegar o sabonete. Pensando nisso, o sabonete liquido é bem mais prático! As embalagens de PUMP são excelentes e ajudam muito quando não temos ninguém para nos auxiliar nessa tarefa. Existem tantas opções no mercado, fragrâncias, tamanhos e cores mas, opte sempre pelo sabonete neutro, glicerinado e livre de corantes.
Aproveitando que estamos falando sobre os sabonetes, é importante lembrar que o bebê somente deve ser colocado na banheira depois que ela já estiver com a quantidade completa de água. Para os recém-nascidos, a água deve estar de 5 a 7 centímetros de altura. Para os lactentes (29 dias a 2 anos de idade), o nível da água nunca deve superar a cintura considerando-as sentadas, em banheiras horizontais. 
A temperatura adequada também deve ser regulada antes de colocar o bebê. Não há necessidade daquele termômetro, mas a água deve estar suportável ao colocarmos nosso pulso (onde temos a pele mais fina, próxima à do bebê) e ficar por 10 segundos. pele de nós mamães. 

O banho faz parte da rotina do pequeno. Pela manhã, mostra à ele que está na hora do dia começar, o despertar para novas descobertas e desenvolvimento. O banho da noite tem a função de relaxar para uma noite toda de sono e descanso. A recomendação da pediatra foi que usasse sabonete somente no banho da manhã, que a noite fosse só com água e sabonete só na região genital.

Espero muito que tenham gostado e ajudado nas dúvidas!!

Dar banho nos nossos bebês assusta no começo mas é uma alegria que nós mamães devemos nos proporcionar. Se estiver insegura no início, peça ajuda, mas tente você dar o banho 😉 Depois que se torna rotina diária, é a simples felicidade que transborda!!!

Gestacaobebe.com.br

Um Beijo,

Mais uma forma incrível de fazer o bebê dormir – Charutinho

Olá mamães!!

Vamos voltar ao meu tema preferido! O sono dos pequenos!

Quando Murilo nasceu, era verão, e na minha cidade natal, Santos/SP, é aquela sauna úmida que não dá para ficar sem um ar condicionado ou pelo menos um ventilador.

Ainda assim, eu e meu marido começamos a fazer o famoso charutinho para ele dormir. Enrolávamos o Murilo em fralda de pano ou em uma manta quando o ar condicionado estava ligado. Quando ele acordava, era trocado, mamava, e voltava para o charutinho.

Quando recém nascidos, os bebês dormem em média 16 horas por dia, divididas entre o sono da noite e as sonecas. E, durante essas sonecas vale a pena fazer o charutinho também. Eles se sentem acolhidos e seguros, em posição fetal, como permaneciam no útero materno, prevenindo que acordem com movimentos bruscos.

Na hora de dormir, após a rotina do banho, quando você colocar a fralda da noite e o pijaminha pode enrolá-lo na fralda de pano caso sua cidade seja quente ou seja verão. Uma roupa fresquinha por baixo para não aquecer demais. O bebê tem a mesma temperatura nossa e sente tanto calor ou frio como nós. Cansei de ver bebês com roupas de tricot e enrolados em mantas durante idas à clínicas de vacinas ou pediatra, enquanto os pais estavam de camiseta e calça jeans em um temperatura amena de 25 graus. Isso pode até prejudicar o bebê, causando desconforto, brotoejas ou até desidratação.

Bom, a recomendação atual dos pediatras para “embrulhar os bebês” é até os 2 meses de vida, no máximo 3 meses, e há uma forma adequada para tal.

*Não deve-se apertar mais do que o necessário para que fique apenas FIRME, mas que haja espaço para o bebê expandir seu tórax durante a respiração ,

* para que ele não se desenrole e corra risco de sufocamento com o tecido e,

* não pressionar os quadris e pernas da criança (pelo risco de displasia de quadris – imagem abaixo). As pernas do bebê não devem ficar juntas, com quadris e joelhos esticados no charutinho, e sim em posição fetal, pernas abertas e joelhos dobrados.

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Nesse link, tem um vídeo muito explicativo do Instituto Internacional de Displasia de Quadril, sobre quais os malefícios de enrolar o bebê de forma errada (muito justa) pode causar e três formas de enrolar (Swaddle your baby) seguras e eficazes. VALE MUITO A PENA visitar.

A Academia Americana de Pediatria (AAP – Academy American of Pediatrics) recomenda que tanto durante as sonecas do dia, como durante o sono noturno devemos:

  • Deitar de barriga para cima e verificar se o bebê não rola quando está “no charutinho”.
  • Não deixar nenhum cobertor solto no berço, nem o de enrolar o bebê, por aumentar o risco de sufocamento se ele se desenrolar.
  • Não coloque no berço de bebê nem protetores, roupas de cama macias, calços ou encostos, brinquedos, travesseiros ou suportes de apoio para o bebê não rolar.
  •  Seu bebê está seguro em seu berço ou carrinho, não na sua cama.
  • Embrulhar o bebê pode aumentar o risco de superaquecimento. Transpiração, cabelos molhados, bochechas vermelhas, erupção de pele pelo calor e respiração rápida podem indicar um aumento de temperatura. Nesse caso, desenrolar o bebê.

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Imagem: doutormoises.com.br

Um bebê que dorme mal, apresenta irritabilidade excessiva, mais agressividade, choro sem uma causa aparente e sem horário específico. E não é só o bebê né mamães ?
A família toda não consegue descansar, causando um stress e um ciclo vicioso, já que o bebê sente toda alteração do ambiente e comportamento materno.

Segundo Dr. Moises Chencinski, “na maior parte das vezes, as crianças não dormem bem por responsabilidade (ação ou omissão) dos pais. Educar não é apenas pagar escolas, alimentar, levar para passear. Orientar limites, dar diretrizes de condutas sociais, mostrar caminhos e até colocar na cama e tirar da cama na hora certa e de uma forma adequada são tarefas ligadas à criação dos filhos”.

Espero muito que seja útil para vocês e seus bebês e tenham ótimas noites de sono tranquilo!!

Beijo,

Fonte:
guiadobebe.com.br
pampers.com.br
doutormoises.com.br
aap.org
hipdysplasia.org

 

Construindo um vencedor!

 

Olá mamães!

bebeheroi
Domingo aqui no Bebê no Berço é dia de convidados! E hoje temos um amigo e colega de trabalho lá do hospital. Essa semana que passou tivemos um plantão juntos e após uma ótima conversa sobre o assunto, o convidei para escrever par ao blog. Espero que gostem tanto quanto eu gostei!!!

“Que carinho é bom e fundamental no desenvolvimento de uma criança, toda mãe sabe, mas o que muitas desconhecem, é o impacto que isso traz ao longo da vida da criança.”

Toda forma de estímulo que a criança recebe durante a infância irá moldar a sua percepção do que ela entende sobre o meio em que vive. Quanto maior a frequência de estímulos e a qualidade com que elas são dadas, irão futuramente favorecer a construção de suas próprias crenças. Importante dizer que este conceito é aplicável para qualquer tipo de estímulo, ou seja, se uma criança é constantemente exposta a um ambiente hostil, onde os pais não conseguem conferir atenção e carinho de forma adequada, se sofrem qualquer tipo de agressão, isto irá gerar crenças fortes ao seu respeito, o que culminará em padrões de comportamento, que poderão influenciar seu estado psicoemocional, como traços de ansiedade, déficit de atenção e depressão.

O nosso cérebro possui uma propriedade particular, chamada de plasticidade neural, que pode ser definida como a capacidade que o sistema nervoso tem de se modificar e assumir novas funções. O processo neuroplástico ocorre durante toda a vida, por exemplo, quando aprendemos novas aquisições, como aprender a falar, andar de bicicleta e saber utilizar uma ferramenta nova. Estamos constantemente fazendo novas conexões neurais e moldando nosso cérebro, no entanto, este processo é mais intenso, durante a infância, e no que diz respeito aos processos emocionais, sabe-se que em torno dos 12 anos de idade, é a idade onde a criança irá maturar essas informações do meio em que vive e começar a produzir suas próprias crenças. E é exatamente nesse ponto que precisamos dar maior atenção no que estamos fazendo, falando e até pensando sobre nossos filhos. A criança por ser dotada desta facilidade neuroplástica, podemos compará-la a uma grande antena, capaz de captar vários estímulos externos, com isso integrá-los e produzir memória emocional. Podem passar anos, até mesmo uma vida toda, sem que a pessoa não de conta, mas esta sendo movida por os fortes impactos emocionais que sofreu durante a infância. Compreender este processo é essencial para que todos os pais possam oferecer o que tem de melhor no processo de aprendizagem da criança, e utilizar recursos que aperfeiçoam a construção da identidade de cada criança.

Sabemos que os traumas emocionais são capazes de produzir padrões comportamentais que se manifestam ao longo da vida, e o contrário também é verdadeiro, estímulos de validação pessoal, comunicação verbal e não verbal, são vistos como “potencializadores positivos” no que diz respeito à fortificação da personalidade. Sabe-se que um indivíduo já nasce com um “programa neural” de como irá reagir em relação ao meio em que vive, uns nascem mais retraídos e tímidos, e outros mais curiosos e expansivos, porém o meio que o cerca, pode maximizar ou coibir esses traços, por isso toda a vivência que a criança experimenta se torna um fator primordial na construção comportamental.

Mas como auxiliar meu filho ?

A maioria dos pais e mães já auxilia neste processo, muitas vezes de forma inconsciente, quando eles estão dando carinho, ensinando alguma lição, mostrando atos nocivos, todas estas atitudes naturais irão moldar o cérebro da criança, e gerar os valores de certo e errado. Mas os pais podem usar outros recursos que potencializam estes sentimentos positivos. Um deles se chama Validação.

A validação é quando nós passamos a enaltecer características positivas com o objetivo de transferir afeto de toda e qualquer forma. Pode-se utilizar carinho através das mãos, acariciando a face da criança e sintonizar esse momento com um olhar fixo nela, a criança passa a se conectar mais com você, e entender que aquele é um momento de amor entre pais e filho, este é um exemplo da utilização de uma modalidade sensorial tátil e visual, mas pode oferecer fragrâncias que sejam estimulantes, colocar alguma música tranquilizante, entre outras.

Outra ferramenta poderosa é a Comunicação, seja ela verbal ou não verbal, dizer frases afirmativas, do tipo: “Você é muito amado, e merecedor de tudo que há de bom nessa vida.” Ao realizar estas afirmações ao longo do tempo, o sistema nervoso da criança passa a incorporar este estímulo e gerar um sentimento a respeito. Mais tarde este sentimento irá culminar em pensamentos, se estes pensamentos forem recorrentes irá produzir crenças,como no exemplo dado anteriormente de que ele é amado e que se sinta merecedor, além desse beneficio pessoal, a criança desenvolve um senso coletivo, pois ele passa a se sentir parte do todo que o cerca. A comunicação não verbal pode ser oferecida através de posturas físicas, por exemplo, os próprios pais elevarem os braços da criança para cima, no sentido do “V” de vitória e entoar mensagens do tipo: “Você é vitorioso!”, este é um grande recurso para integrar esse tipo de informação.

 

vencedor

COMUNICAÇÃO → SENTIMENTO  PENSAMENTO  CRENÇA  REALIDADE

Vale lembrar que a intensidade com que esses estímulos são conferidos, e a frequência que são dados irão ser determinantes na construção de muitos comportamentos, e os estímulos que geram alto impacto emocional são os que geram maior memória emocional, ou seja, o grito que você deu, pode ser um gatilho para o desenvolvimento de um comportamento repressivo e sintoma de baixa auto estima. Bem como, a afirmação que esta criança é amada e acolhida, pode culminar em um adulto mais confiante e empático.

Sendo assim saiba proporcionar o melhor que o seu filho possa aprender, sempre buscando o caminho do meio, dando amor e ao mesmo tempo dando espaço para que ele possa aflorar por si só esse sentimento poderoso. E não se esqueça de que muitas vezes você terá que dizer NÃO para algumas atitudes, e se você não tiver a capacidade de dizer “não”, seu “sim” não significa nada.

Alessandre de Carvalho Jr*

*Fisioterapeuta, especialista em Terapia Intensiva e Fisiologia Humana. Praticante de Kabbalah e meditação. Estuda astronomia, neurociências, plasticidade neural, aspectos da física e mecânica quântica aplicadas às leis do universo.

Queda de cabelos no pós parto

Olá mamães !

    Nesse post vou falar sobre uma situação que a maioria de nós passou. O período pós parto! Nenhuma de nós pode negar que é uma fase estressante, LINDA e ÚNICA, porém, estressante e nela ocorrem muitas mudanças no nosso corpo. Entre tantas, nossos queridos cabelos tão sedosos da gestação começam a cair além do usual.

    Quando Murilo nasceu, uma amiga já estava com seu bebê de 2 meses e relatou à mim de queda intensa de seus cabelos. Caía ao pentear, ao lavar, e espontaneamente caía no travesseiro ou onde encostasse. Orientei para que procurasse um dermatologista para investigar. Não se passou nem 1 mês e começou a acontecer o mesmo comigo.

Perguntei à minha médica na época e ela falou que era comum e que deveria parar de cair tanto assim até os 6 meses do bebê. E assim foi. Mas, ela não denominou essa situação. Eu que fui investigar. O comum é cair até 100 fios de cabelo por dia e nessa fase pós parto esse número pode até quadruplicar. É o chamado EFLÚVIO TELÓGENO.


    A maioria das mudanças no corpo feminino decorre de alterações hormonais e/ou mecânicas. As primeiras caracterizam-se por grandes elevações de estrogênio, progesterona, beta HCG, prolactina e uma variedade de hormônios e mediadores que alteram completamente as funções do organismo.

    O eflúvio telógeno também é comum e tem início entre o primeiro e o quinto mês após o parto, prolongando-se por vários meses. Ocorre devido ao desbalanço hormonal e ao estresse do parto. Na maioria das pacientes há recuperação completa em aproximadamente um ano (Dermatologia e gestação – Gilvan Ferreira Alves; Lucas Souza Carmo Nogueira; Tatiana Cristina Nogueira Varella).

    A queda é reversível, mas pode provocar alterações psicológicas importantes na mulher durante o período pós-parto onde estamos tão sensibilizadas por tantos motivos, não é verdade ? Há casos em que o couro cabeludo pode ficar com falhas devido à queda intensa. Felizmente não foi o meu caso pois eu tenho muuuuuito cabelo! =)

    O que eu fiz para ajudar meu organismo a dar conta de tantas alterações foi manter uma alimentação equilibrada e saudável. Além de tomar o completo vitamínico que a minha médica prescreveu, eu tomei muitos sucos, ingeri verduras e frutas, e aumentei a minha ingestão de água, tão importante também para a nossa produção de leite.

    E com o tempo foi diminuindo a queda, até voltar ao normal.

Espero ter informado vocês mamães e futuras mamães e não se assustem quando a queda de cabelo aparecer, ela passa. Se persistir por muito tempo, procure seu médico, certo?!

pos-parto-e-queda-de-cabelo

 

 

H1N1 -Informações importantes

Olá mamães !!

Como profissional da saúde, (principalmente de uma unidade de terapia intensiva do pronto socorro) estou vivenciando o surto antecipado de H1N1 de perto.
Todo ano somos vacinados como prioridade junto com as crianças, idosos e portadores de doenças crônicas no final do mês de Abril.
Porém, esse ano, devido ao surto ter se antecipado, o ministério da saúde divulgou que as vacinas serão disponibilizadas a esse grupo a partir de hoje, dia 4 de Abril.
Com todo esse alarde, fiquei preocupada, afinal, tenho um bebê em casa e todo cuidado é pouco, cuidado redobrado!!
Dizem que no hospital é onde estamos mais protegidos. Mas isso quando o paciente já está com diagnóstico definido e em tratamento. Muitas vezes, os pacientes chegam à unidade em que trabalho com hipóteses diagnosticas é só após os exames é confirmado o diagnóstico.

Por isso, fui entrevistar a Malu, infectologista da unidade de Moléstias Infecciosas do Instituto Central do Hospital das Clinicas da FMUSP.

  Imagem: infectologiaemgeral.com

1) Quais os sinais e sintomas que devemos estar atentos?
Os sinais e sintomas sao mais intensos que o resfriado comum, mas tambem ocorre principalmente febre alta, dor de garganta, dor no corpo e os sintomas de resfriado, coriza. dor no corpo que debilita, por isso confunde com dengue.

2) Qual o diagnóstico diferencial para H1N1 ?
A diferença são os sintomas respiratórios que a dengue não tem. A dengue não costuma causar coriza ou tosse, mas a febre e mialgia (dor muscular) são semelhantes. O resfriado comum também não causa febre.

3) Quais os meios de transmissão ?
A forma de transmissão ocorre por gotículas, que é quando a pessoa entra em contato com a secreção respiratória de um indivíduo infectado. Essa transmissão ocorre no raio de 1 metro da pessoa infectada, por tosse. Mas, existe outra forma de transmissão que é por aerosol e ocorre quando profissionais de saúde  vão fazer algum procedimento que pode aerosolizar essas secreções, como por exemplo, aspiração traqueal, intubação, reanimação.

4) É verdade que o surto se antecipou devido à haver muitos brasileiros retornando do inverno americano onde o vírus já estava em atividade ?
Sim, é a hipótese mais provável. O vírus ficou circulando por mais tempo e o fluxo de pessoas de lá para cá pode ter adiantado o surto, mas ainda não temos certeza dessa hipótese.

5) Após iniciar medicação, o indivíduo ainda transmite o vírus ?
Enquanto tiver febre o indivíduo pode transmitir. A recomendação do CDC (Centers of Disease Control and Prevention) é isolar o indivíduo até ele permanecer 24 horas sem febre. Os pacientes imunodeprimidos, que são os transplantados, com doenças hematológicas, HIV positivo, entre outros podem liberar o virus por mais tempo. Há relatos de até 90 dias que esses indivíduos podem transmitir o virus. Eles podem ficar sem sintomas mas ainda transmitir o virus. Em indivíduos sem comorbidades, 24 horas sem febre ja não transmitem mais.
No hospital, os pacientes com diagnóstico de H1N1 ficam no mínimo 5 dias isolados, que é o período de maior risco de transmissão. Até permanecerem 24 horas sem febre.

6) Além da vacina, quais precauções devemos ter para evitar o contagio ?
Além da vacinação, é muito importante a etiqueta da tosse, sempre que for tossir cobrir a tosse e SEMPRE higienizar as mãos. Se houver alguém tossindo em casa, no trabalho, é muito importante higienizar as mãos, porque a pessoa entra em contato com a própria secreção e depois encosta nos locais comuns. Tanto faz ser com água e sabão ou álcool gel. Quem puder, sempre carregar seu álcool gel para higienizar as mãos. É a melhor forma de evitar.

  

Imagem: blogdasaude.com.br

7) As manifestações clínicas são diferentes em adultos e bebes ?
Bebês apresentam sintomas menos específicos. Eles podem ficar mais hipoativos, mais sonolentos ou mais agitados que o comum. Em geral, coriza e respiração rápida, com esforço e febre alta. Devido aos sintomas serem inespecíficos em bebês, os dados epidemiológicos de quem esteve próximo que vai ajudar a identificar a doença. Se esteve alguém resfriado ou gripado por perto, se entrou em contato com alguém infectado.

8) Qual o risco de aborto se uma gestante adquirir o vírus ?
A maior população que houveram óbitos no primeiro surto em 2009 foram de gestantes. O estado de saúde da gestante é o que mais nos preocupa. No caso, se a gestante estiver em estado grave e com idade gestacional compatível com a vida, o que é indicado é a cesárea de urgência, então, o bebê acaba nascendo prematuro. Mas com relação ao aborto: sim, dependendo da gravidade do quadro, pode levar tanto ao aborto quanto ao parto prematuro. Mas isso esta relacionado a infecção na gestante, qualquer outra infecção grave pode causar problemas.


Entrevista feita com a Dra. Maria Luísa Moura, médica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e especialista em infectologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Médica assistente da Unidade de Terapia Intensiva de Moléstias Infecciosas.
Foi um prazer entrevistá-la Malu!!! Obrigada pela colaboração com o bebenoberco.com!!!
foto malu.png Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Informação de fonte segura e confiável nunca é demais. Aproveitem!!!!
Um beijo,

Noites traquilas de sono

Olá mamães !!!

Sou uma viciada em assistir SnapChat (rs) e assistindo ao Snap da Dra Érica Mantelli (ginecologista, obstetra e mãe da Giulia) me identifiquei com toda a rotina de sono dela com a filha, salvo pelos horários que são ajustáveis a cada família. Por aqui, Murilo dorme as 21:00, e ainda dorme no colo (ele tem 1 ano e 5 meses). Quero fazer essa passagem para dormir sozinho no berço. Ela indicou o perfil da @mommybloom que logo entrarei em contato.

Desde os primeiros dias de vida do Murilo temos o ritual do sono e ele dorme no seu quarto desde então. Os horários foram se ajustando a cada idade do Murilo mas as ações eram sempre as mesmas. Depois das 18:00 não fazemos mais atividades muito enérgicas, ele assiste desenho, a casa fica mais escura e, hoje em dia, após o jantar, ele toma banho. Antes, não tinha o jantar né? Depois vem o banho, quarto dele para ser trocado, pijaminha, tetê, hoje em dia é mamadeira antes de dormir (eu amamento ele durante o dia, normalmente a tarde); e esperava e espero adormecer no colo para só depois colocá-lo no berço. E assim ele dorme toda a noite.
Essa noite após ver o snap da Dra Érica, ele acordou a noite (ele está com uma tosse ainda do resfriado que passou e o tempo seco de Sp não ajuda muito), aí o papai foi lá e acalmou e fez ele dormir sem tirar do berço #viva! Mas, esta noite é atípica, ele está doente então não podemos ter como parâmetro.
Murilo dorme a noite toda desde os 5 meses de vida graças a Deus, salvo essas exceções (saltos de desenvolvimento, dentes, algum resfriado).
Ela disse no snap e assim como eu, é totalmente contra deixar o bebê chorando no berço. Se o bebê chora, é porque ele está pedindo algo, é a única forma deles se comunicarem com a gente. 
Dormir uma noite toda de sono é importante para toda a família, especialmente para o bebê. Ele precisa descansar para um novo dia de aprendizados e brincadeiras, estar descansado e ter estabilidade emocional, digo, não ficar chorando por tudo, fazendo manha, por estar cansado.
Há quem diga que cansando o bebê durante o dia sem tirar suas sonecas, ele vai dormir melhor a noite. Aqui em casa não funciona e acredito que o bebê fique mais irritado na hora de dormir e dê mais trabalho para tal.
O Murilo está numa fase de regressão das sonecas. Ele antes tirava duas ao longo do dia. Hoje, ele tira uma longa nesse período das 10:30 da manhã até 12:45 aproximadamente. É meu único tempo livre para fazer as coisas com calma por aqui. Não tem dormido mais durante a tarde. Mas não é regra. Há duas exceções.
Nada no mundo da maternidade é regra. Cada família se ajusta às suas necessidades, mas uma coisa é certa, todos precisam de noites de sono tranquilas, para a rotina não se tornar estressante e cansativa.
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Nessa foto, Murilo tinha 6 meses, e estava em uma de suas muitas sonecas #saudade
Espero que tenham gostado! Deixem suas perguntas !!!
Um beijo,