Seu filho tem a cabeça achatada ?

Olá mamães!

Quando Murilo ainda era um recém-nascido, ele dormia em seu berço desde o primeiro dia em casa, no quarto dele mas, durante o dia ficava comigo na minha cama, deitado de lado, ou de barriga para cima e ficava também na cadeirinha de descanso dele, tão auxiliar para nós. Por recomendação da pediatra e por bom senso também ele não ficava mais de 2 horas nela, mas mesmo assim eu passei a notar a cabeça dele na parte de trás com um ligeiro achatamento, pouca coisa, mas me incomodava toda vez que eu passava a mão.

Comentei com a pediatra na consulta seguinte e ela me explicou que era comum acontecer isso mas que devia tomar algumas precauções para não aumentar. Eu nunca tinha ouvido falar nisso e acho que é pouco abordado esse assunto. Quando eles nascem e a cada consulta é medido o perímetro cefálico do bebê, para acompanhar o crescimento da cabeça proporcional à idade e tamanho da criança. Isso é super importante nas consultas de rotina.

Com esse post, espero ajudar a esclarecer à vocês mamães sobre o assunto.

Em 1992 a Academia Americana de Pediatria iniciou a recomendação dos bebês dormirem de barriga para cima para evitar a Síndrome da Morte Súbita Infantil. A partir daí, pediatras observaram um aumento significativo no número de bebês com assimetria craniana, ou seja, com a cabeça achatada.

O nome técnico dado à essa alteração chama-se PLAGIOCEFALIA POSICIONAL que quando não tratada, pode gerar complicações estéticas e até mesmo funcionais. Essa alteração do formato craniano pode ocorrer também por conta do posicionamento intra-uterino, parto mais complicado e gestação gemelar.

Isso acontece devido ao fato do crânio do bebê não estar totalmente fechado, as chamadas suturas e vão se fechando conforme o crescimento e desenvolvimento do bebê. As suturas são importantes para o bebê passar pelo canal do parto (parto vaginal) e também para o crescimento do cérebro. Se o recém-nascido fica deitado sempre na mesma posição, as placas cranianas não se movimentam na região apoiada, deixando a região plana (“achatada”).

Para evitar que isso ocorra, algumas recomendações de cuidados com a cabeça do bebê foram publicadas na revista científica Pediatrics:

  • Deixe o bebê de barriga para baixo (posição prona) sob sua supervisão sempre. É importante para o bebê ficar nessa posição também, isso irá estimular sua musculatura dorsal. Nessa posição, ele apresenta o reflexo de fuga à asfixia, então, fique tranquila que caso ele encoste o rosto no colchão, ele mesmo irá virar o rosto para respirar adequadamente.
  • Ofereça estímulos para o bebê virar a cabeça em diferentes posições (no berço, por exemplo, não com móbiles, mas com objetos de decoração do próprio quarto, uma luz acesa colorida, alternar a posição do bebê no berço, os pés para o lado da cabeceira para que ele tenha outra visão do ambiente e se interesse)
  • CUIDADO com a cadeirinha. Tão querida por mim e auxiliar em certos momentos, ela também pode prejudicar se usada em demasia, pois deixa a cabeça do bebê na mesma posição no apoio, apesar de ser macia.
  • Durante o dia é permitido dormir de lado sob a supervisão das mamães ou de alguém.
  • Para amamentar, também é importante alternar a posição, pelo mesmo motivo para dar a oportunidade para o bebê projetar-se em ambas as direções, exercitando os músculos do pescoço e encostando uma parte diferente da cabeça nos seus braços. Se você dá mamadeira, tente alternar os lados a cada momento em que for alimentar. Uma hora segure o bebê com o braço esquerdo e a mamadeira com a mão direita, depois faça o contrário.

Existem também almofadas de posicionamento da cabeça do bebê para quando ele estiver deitado ou sentado na cadeirinha vibratória. É uma almofada com um baixo relevo no centro e pode ser usada para diminuir a área de apoio da cabeça. Eu não usei com o Murilo não só descobri que existia depois =) ninguém me orientou quanto à isso, mas eu estou aqui para informar vocês mamães. Existem vários modelos no mercado, mas é basicamente assim:

almofada

De acordo com pesquisa feita pela Harvard Medical School:

  • 12% das crianças saudáveis nascem com algum tipo de assimetria
  • destes 12%, aproximadamente 3% merecem algum tipo de intervenção, seja cirúrgica ou não
  • 54% das crianças gêmeas também nascem com assimetrias.

 

A primeira avaliação quem faz é a mãe em casa no dia a dia podemos observar as pequenas alterações e pedir ajuda ao pediatra, que é sempre quem está mais próximo de nós. Coloque o bebê de barriga para cima e observe:

supinado

  1. Normal: O formato normal da cabeça é um pouco alongado, sendo o comprimento cerca de 1/3 maior que a largura
  2. Plagiocefalia: Nota-se um achatamento de um dos lados ou de uma região
  3. Braquicefalia: A largura é maior em relação ao comprimento. A região posterior da cabeça é chata ao invés de arredondada.
  4. Escafocefalia: A cabeça é longa e estreita.

TRATAMENTO

Na maioria dos casos, o posicionamento é o suficiente para evitar e corrigir a plagiocefalia posicional mas fique atenta e caso note um achatamento ou algo diferente comunique o pediatra. Em situações mais graves, os médicos prescrevem uma órtese,um tipo de capacete feito sob medida para cada bebê usado por períodos determinados pelo mesmo.

O tratamento deve ser feito até no máximo os 15 meses de vida do bebê, que é  fase em que as suturas cranianas se fecham e pode levar entre 3 e 5 meses de acordo com a idade de início de uso da órtese e o grau de assimetria.

capacete

Espero ter esclarecido essa informação tão importante para vocês mamães!

Não se desesperem! Observem, tomem as devidas precauções com os pequenos e procurem um médico de confiança se notarem algo de diferente.

Um beijo,

Fontes:

Guia do bebê

Revista Crescer

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