Andadores – um mal desnecessário 

Olá mamães !!!

Todas bem ?

Algumas de vocês sabem, outras não, sou fisioterapeuta por formação e amo minha profissão. Durante a graduação tive uma professora de fisioterapia pediátrica que sempre enfatizou sobre os perigos que o andador infantil pode causar. Durante suas aulas maravilhosas de desenvolvimento infantil, fica claro o quanto um andandor pode atrasar ou pular etapas do desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

Para nossa informação, o Canadá foi o primeiro país a proibir a comercialização e utilização do andandor infantil. No Brasil, em dezembro de 2013, atendendo à pedidos da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma liminar da justiça do Rio Grande do Sul proibiu a venda do andador porém os fabricantes do produto recorreram da decisão devido à um conflito de interesses econômicos numa luta que deve ser de todas nós contra o uso do mesmo. – “enquanto travamos a luta custosa e lenta contra os entraves legislativos e interesses econômicos -,é importante que todos os interessados na saúde e na segurança da criança promovam um grande movimento comunitário pelo banimento do uso do andador” (Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria).

Com a palavra, para demonstrar alguns dos malefícios e perigos do produto, a especialista em fisioterapia em neuropediatria. Espero que gostem !!!

Um abraço! 

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O que dizer sobre a proibição de um equipamento que foi vendido com um propósito errôneo?

A proibição do andador, vem de encontro com os vários estudos na área de desenvolvimento neuropsicomotor atual, relatando sobre a importância da análise biomecânica nas variadas posturas.

Este equipamento só traz “beneficio” para mãe, que geralmente opta por utilizá-lo com intuito de realizar seus afazeres domésticos acreditando que está fazendo um bem também para seu bebê.

Mas ao observar a posição de uma criança dentro de um andador, vemos que, o quadril fica fletido (dobrado), o joelho também fica fletido, muitas vezes a criança fica na ponta dos pés, e usa o impulso para se locomover. Nada funcional para promover a tal independência que o equipamento se propõe a fazer, além de inúmeras vezes, devido ao impulso e a base quadrada do andador, a criança tombar e provocar assim acidentes como traumatismos cranianos e etc.

Uma marcha agachada, que é como a criança fica no aparelho, vai favorecer encurtamentos musculares, não vai promover a força necessária para que a criança aprenda a se proteger nas quedas, força essa que só vai ser incentivada se a criança engatinhar e conseguir manter os braços estendidos (esticados), em prol da sua proteção.

Sendo assim, por muitas vezes vemos mamães colocando seus filhos no andador, sem esse bebê ao menos sentar sem apoio, ter um tronco estável, uma força adequada ou engatinhar.

Assim, pulamos etapas de um desenvolvimento motor que são primordiais para que essa criança ande seguramente sem o apoio.

A falsa segurança produzida pelo andador, é mero detalhe. Uma criança que permanece no equipamento, ao sair dele, sente-se insegura ao invés de estar segura. Isso porque ela está acostumada a ter um apoio constante, e quando se vê sem ele ela terá medo, muito medo, atrasando assim seu desenvolvimento, que deveria estar adequado se pensarmos que colocamos o filho em um “andador”. Mas como próprio nome já diz, é um andador, que anda por si só, sem depender de estímulo nenhum de seu condutor, sendo assim um equipamento que exije a passividade do mesmo e deixa que as rodinhas façam seu controle, ou não.

Então se queremos crianças ativas, reativas, coloque um colchão no chão, travesseiros, monte cabanas, e deixe seu filho livre para explorar, vivenciar, buscar sua segurança e independência, e assim, ele vai fortalecer a musculatura necessária e ideal para o seu desenvolvimento motor e cognitivo adequado.

meubebe.ninja

Priscila Lanzillotta

Mãe da Ana Clara

Fisioterapeuta

Especialista em Fisioterapia Pediátrica – UNICAMP

Mestre em Clínica Médica – UNILUS

Docente em Neuropediatria no Curso de Fisioterapia – UNILUS

Responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal – UNILUS

Fisioterapeuta do Berçário do Abrigo Casa Vó Benedita – Santos/SP.

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