Violência Obstétrica 

Olá mamães

Tudo bem ?
Um assunto pouco abordado e pouco explicado precisa ser discutido e entendido por nós mamães e familiares para não permitir que aconteça.
Durante a gestação do Murilo eu nunca ouvi falar sobre esse assunto, e só após ler e entender, constatei que passei por vários tipos de violência obstétrica.
Você sabe o que é ?
Violência obstétrica não é apenas na hora do parto. Ela pode ocorrer durante toda a gestação por tratamentos desumanizados, falta de assistência adequada à gestante, imposição de dificuldades para realização de exames (burocracias exageradas), comentários constrangedores relacionados à sua etnia, raça , número de filhos, estado civil e situação conjugal e condição socioeconômica, agendamento de cesariana por conveniência médica sem indicação clinica e sem a escolha da mãe.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO AMBIENTE HOSPITALAR
É um direito garantido por lei que a mamãe tenha um acompanhante durante todo o processo de pré parto, parto e pós parto.
Nesse ponto quero dividir com vocês uma situação que poucos ficaram sabendo.
“Planejamos esse momento como o mais importante, o mais esperado e lindo da maternidade. Escolhemos o hospital mais bem falado da cidade, onde nascem mais bebês da rede privada da cidade, e até o momento do pré parto tudo corria bem, até dizerem ao meu marido que não poderia entrar com celular (nem em modo avião)  ou câmera fotográfica na sala cirúrgica. Triste, mas compreensível. Hoje, não temos aquela foto clichê que muitas mamães tem, logo que nasce, os três rostos, pai, mãe e bebê. Não tenho 😦
Está gravado na memória.
Mas também está gravado na memória que quando a pediatra trouxe Murilo para junto de mim, meus pulsos estavam presos à mesa cirúrgica com velcros. Como ? Sim, presos ! Eu não pude encostar a mão no meu filho, encostaram-no em meu rosto e ele imediatamente parou de chorar mas eu não o toquei” – violência obstétrica 2
Continuando….
As formas mais comuns de violência na hora do parto são:
  • recusa do acompanhante escolhido pela mulher (qualquer maior de 18 anos pode acompanhar, avô, avó, pai, tio, namorado, marido). Muitos lugares permitem apenas o pai da criança. Contra a lei.
  • procedimentos que prejudiquem o corpo da mulher (dor, dano fisico de leve à intenso, exames de toque sucessivos e por diferentes profissionais, episiotomia, imobilização de braços ou pernas)
  • qualquer ação verbal ou comportamental que possa causar sentimento de inferioridade, instabilidade emocional, insegurança, perda de dignidade e respeito da mulher
  • impedir ou retardar o contato do bebê com a mãe levando à berçários sem indicação médica, apenas por conveniência da instituição.
“Cabe aqui mais um comentário sobre minha experiência – eu fui pegar o Murilo e segurá-lo depois de 4 (QUATRO) horas de nascido. Primeiro porque fiquei 1h20 em uma sala de pós parto, sozinha, em decúbito zero, por conta da anestesia, com uma mini tv num
Domingo passando fórmula 1 onde uma enfermeira entrava de 15/15 minutos para verificar meu estado. Leia-se que eu estava sem sensibilidade das costelas para baixo. Imóvel” – violência obstétrica 3
– impedir ou dificultar a amamentação na primeira hora de vida, mantendo o recém nascido distante da mãe. “Aconteceu comigo” – violência obstétrica 4
Toda mulher e família tem direito à atendimento de qualidade visando o bem estar da mãe e criança. desde o pré natal até a saída da maternidade com seu recém nascido.
DENUNCIE
Exija a cópia do prontuário médico que não pode ser cobrado (apenas os custos de cópia). Com esses documentos você poderá entrar em contato com a defensoria pública do seu estado, independentemente se usou serviço público ou privado.
#partocomrespeito
Fontes:
Um beijo!!!
Jú – mãe do Murilo