Compostos químicos dos cosméticos, você os conhece ?

Olá mamães!

Estou sumida por aqui, mas tenho um motivo especial 😉

Desde Novembro/2016 venho fazendo algumas mudanças importantes em nossas vidas e rotina familiar. Decidi retirar a carne vermelha e aves do meu cardápio; Murilo ainda come frango, mas carne vermelha foi eliminada de casa.

Como uma mudança “puxa” a outra, eu busquei na minha infância e adolescência uma coisa de que gostava muito e ficou esquecida: a saboaria. Na infância pegava os cosméticos da minha mãe e avó, misturava texturas, farinha de trigo (rs) e fazia mais bagunça do que algo realmente útil. Na adolescência, fazia sabonetes com base glicerinada e velas com essências e corantes. Amava o que fazia. A vida mudou, as cobranças e estudos vieram e tudo tomou outro rumo. Muitos anos depois, agora em 2016, me senti atraída por este desejo de tornar tudo mais saudável. Fiz um curso maravilhoso de saboaria e cosmética natural e mergulhei nesse assunto com vontade!

Se reeducamos nossa alimentação, por que não alterar o que usamos em nossa PELE ? O maior “orgão” do nosso corpo, que absorve tudo que utilizamos nela (seja para uso curativo ou cosmético) para nossa corrente sanguínea ?

Estamos acostumados a NÃO ler o rótulo dos produtos que compramos. Uma das mudanças foi essa. LEIA O RÓTULO. Procure saber o que está consumindo.

Quero comentar com vocês aqui sobre os cosméticos que usamos em nossa pele, e até aqueles infantis, que parecem mais “inofensivos” e contém sulfatos, parabenos, componentes petroquímicos (derivados de petróleo). E ainda são testados em animais.

VOCÊ SABE O QUE USA EM SUA PELE ?

De acordo com o Food and Drugs Administration (FDA) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, parabenos (Metil, Propil, Butil e Etilparabeno) são uma classe de produtos químicos muito utilizados em cosméticos. Eles são ácidos conservantes em muitos tipos de fórmulas, por isso são utilizados para eliminar micro-organismos.

Imagina ? Um produto que precisa ficar na prateleira de lojas por meses, algo muito forte precisa ser usado para conservar. E isso vale para sabonetes, desodorantes, shampoos, hidratantes, maquiagens, esmaltes, entre tantas coisas que utilizamos frequentemente.

O controle sobre a quantidade de parabenos presentes em cosméticos é bastante rígida. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu como limite as concentrações máximas de 0,4% de cada parabeno e um máximo de 0,8% de parabeno total, no produto cosmético.

Apesar de ser permitido, pesquisas observaram que eles podem ser tóxicos para as células humanas e carcinogênicos. O parabeno interfere no sistema endócrino de humanos e animais – ele possui uma atividade estrogênica – por conta disso ele é considerado um disruptor endócrino. Atualmente, essas substâncias vêm ganhando relevância, pois mesmo em doses pequenas, porém indiscriminadamente podem causar malefícios à saúde e ao meio ambiente (não são biodegradáveis) através do volume de consumo diário de aditivos químicos.

Mas então por que a polêmica?
Em 2004 foi feito um estudo (conduzido por oncologistas da Universidade de Reading, em Edimburgo) com a pele de portadores de câncer e verificou-se que em 90% das amostras analisadas de pacientes com câncer de mama havia resquícios de parabenos. Outros estudos foram feitos depois, mas nunca se chegou a uma conclusão se os parabenos colaboram ou não para o desenvolvimento do câncer de mama. Alguns cientistas desconfiam que o parabenos têm uma ação que imita os estrogênios (hormônios sexuais). Estrogênio em demasia, ou imitadores de estrogênio podem causar problemas e contribuir para tumores cancerígenos. Alguns estudos não conclusivos  sugerem que os parabenos seriam bem absorvidos pelo aparelho intestinal e perfeitamente eliminados na urina, porém quando usados externamente sobre a pele sua eliminação não seria tão rápida e eficaz.

Por que usar produtos sem parabenos?
O problema de quase todos os aditivos químicos (não apenas dos parabenos) é que eles fazem parte de 99% dos produtos que consumimos diariamente. Assim, esses compostos se acumulariam na pele e em nosso organismo num ritmo muito maior do que nosso corpo seria capaz de assimilar. Pode ser essa a razão, por exemplo, de muitas irritações cutâneas e reações alérgicas a determinados cosméticos.

Além dos parabenos, há também muitos outros compostos que apresentam toxicidade. São eles:

Ftalatos: aditivo para tornar o plástico mais maleável. Também representam potencial risco cancerígeno (fígado, rins e pulmão), além de alterações hormonais e de fertilidade.

Formol: faz muito mal para a pele. A grande maioria das pessoas desconhece é que muitos cosméticos utilizam em suas formulações alguns tipos de conservantes que produzem e liberam formol na pele. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, na Hungria, publicado no periódico Experimental Dermatology, em maio de 2004, revelou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. São as seguintes substâncias: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil uréia e DMDM hidantoína.

Propilenoglicol: produto utilizado em uma ampla variedade de cosméticos. O perigo de seu uso está nas alergias e irritações. Um estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, na Alemanha, publicado no periódico Contact Dermatitis, em novembro de 2005, confirmou que a substância pode causar alergias. Essa mesma conclusão obteve o estudo realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, no Japão, publicado no periódico International Journal of Dermatology, em 2005. Para saber se o seu produto contém propilenoglicol na composição, verifique a palavra propylene glycol no rótulo da embalagem.

Óleo mineral e derivados do petróleo: estão presentes na maioria dos produtos cosméticos em razão da sua propriedade emoliente, ou seja, hidratante para a pele. Entretanto, estudos recentes vêm associando esses componentes ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Isso se deve à presença do composto 1,4-dioxano, substância cancerígena, como relata estudos publicados nos periódicos American Journal of Industrial Medicine (Departamento de Epidemiologia, Escola de Saúde Pública, Los Angeles, CA outubro de 2005), Contact Dermatitis (Departamento de Dermatologia, Nagoya City University Medical School, Japão, abril de 1989) e “Regulatory Toxicology and Pharmacology” (outubro de 2003). Para identificar a presença desses componentes, basta procurar no rótulo as palavras paraffin oil e mineral oil.

Benzofenonas: usadas em alguns filtros solares que possuem ação semelhante à do hormônio feminino estrogênio, além de ser uma grande causadora de dermatites de contato.

  • Cuidados com bebês

A pele dos pequenos é ainda mais sensível e requer nossa atenção.

A presença do parabeno na formulação de loções, shampoos e lenços umedecidos pode causar irritações. Meu filho várias vezes já apresentou vermelhidão com o uso frequente de lencinhos; tanto é que agora eu uso algodão em casa, o lenço fica para quando estamos fora de casa

Além dessas reações, a exposição à produtos químicos bactericidas pode deixar as crianças mais propensas a contrair alergias alimentares e ambientais, de acordo com pesquisa do hospital Johns Hopkins Children’ s Center, nos Estados Unidos.

“Isso explica porque no consultório vemos como mães que exageram na higiene tem uma tendência maior a ter filhos com alergias. A exposição na primeira infância a patógenos comuns é essencial na construção de respostas imunológicas saudáveis. A falta de tal exposição, de acordo com o estudo, pode conduzir a um sistema imunitário, que fica hiperativo contra substâncias inofensivas, tais como proteínas de alimentos, pólen ou pelos de animais. Nesse mesmo estudo, as crianças com níveis mais altos de parabeno na urina tinham o dobro de risco de alergia ambiental”, esclarece Valéria Campos (dermatologista e assessora do Departamento de Laser da SBD)

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Vou deixar uma listinha dos compostos para se observar nas embalagens:

  • Sulfatos: todos começam com a palavra Sodium (detergentes do produto, fazem a ESPUMA) => Sodium Laureth Sulfate, Laureth ether sulfate SLES, Myreth Sulfate, Sodium Lauril Sulfate (potencialmente alergênico, principalmente em crianças – couro cabeludo e até dificuldade respiratória) , Sodium Coco Sulfate, Sodium Trideceth Sulfate, Sodium C12-16 Olefin Sulfonate, Sodium Alkybenzene Sulfonate, Ammonium Lauryl Sulfate ALS, Ammonium Laureth Sulfate, Ammonium Lauryl Ether Sulfate ALES, Ammonium or sodium xylenesulfonate, TEA Lauryk Sulfate.
  • Silicones não solúveis: todos tem final ONE e ANE: Amodimethicone, Cethearyl Methicone, Cetyl Dimethicone, Cyclometicone, Cyclopentasiloxane, Dimethicone, Stearyl Dimethicone, entre outros muitos.
  • Petrolatos: Parafinum Liquidun (parafina líquida), Mineral Oil (óleo mineral), Petrolatun, Isoparafin (isoparafina), Vaselin, Dodeceno (dodecano), Alkane.

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Bom mamães, a escolha sobre consumir ou não os produtos é exclusivamente nossa. Se houverem alternativas, é sempre prudente não correr riscos ao consumir compostos químicos que possam causar, mesmo que eventualmente, problemas à saúde não é ? Optem por produtos naturais, busquem saber sobre o que estão consumindo, mesmo que tal blog o tenha indicado 😉

Espero que gostem, e se possível mudem alguns hábitos para melhor

Um beijo,

Jú 🙂

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Fonte:

Ecycle

Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária

FDA – Food and Drugs Administration

Artigo Científico – Online Library

Namu

SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

 

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