Gestante à procura

Olá mamães !! Tudo bem?

O post de hoje seria outro, mas diante do que aconteceu, eu preciso escrever para desabafar.

Já li muitos relatos de parto, mas acho que nenhum de PRÉ PARTO.

Quando descobrimos que eu estava grávida, estávamos sem convênio médico, e iniciei o pre natal na unidade básica de saúde (rede municipal do sus) onde fui bem atendida, fiz a primeira ultrassom onde foi visto o descolamento ovular que já citei com vocês. Fui tratada e graças a Deus, com 12 semanas na ultrassom seguinte o descolamento tinha desaparecido.

Minha primeira gravidez foi muito tranquila, tudo desde o início sem nenhum problema. Foi uma cesárea eletiva, agendada com 39 semanas e 4 dias. 

Mediante tantas experiências em que vivemos, ouvi na faculdade, relatos de todo lado negativo de um parto normal, episiotomia, violências obstétricas, eu sempre tive muito medo (pavor) de um parto normal.

E no SUS, qual a prioridade de via de parto? Vaginal, normal!!! “Ah meu Deus!! Que medo! Não tenho plano de saúde, o que será de mim?? Não quero parto normal!” – foi o que pensei por algumas semanas e isso me martirizou, me fez sofrer por antecipação.

Mas Deus é perfeito, e tudo estava decidido por Ele. Conseguimos um convênio sem carência e tudo se iluminou na minha vida. “Terei minha cesárea e pronto”

Entre esse meio tempo sem convênio e sus eu fui em uma médica particular, a mesma que fez o parto do Murilo (cesárea) e aí ouvi aquela famosa taxa de disponibilidade de parto, caríssima, decidi que não iria mais nela. Afinal, eu tinha convênio, não ia pagar uma taxa exorbitante por um parto de 40 minutos.

Agendei a terceira médica, agora pelo convênio. Fria, distante e não humanizada, faria a cesárea agendada sem custo no hospital que eu gostaria. Não voltei mais lá. Não gostei do atendimento.

“QUEM FARÁ MEU PARTO ?” Me perguntava dia e noite. Assistindo e lendo sobre partos humanizados, com médicos atualizados e conceituados, mas que não aceitam plano de saúde, custam caro por seus serviços e disponibilidade.

Visitei a maternidade que quero onde seja realizado, me encantei, tudo lindo, humanização como visão do hospital. A consultora me perguntou quem era meu médico (a) e qual seria o tipo de parto. 

Oi ? “Não tenho médica definida ainda” – estava com 23 semanas. Ela super educada me disse que não havia problema, que haviam os plantonistas, mas que poderia me indicar uma clinica onde os plantonistas do hospital trabalhavam. “Ótimo, quero sim!!!” – problemas resolvidos.

Agendei a QUARTA médica, fui na primeira consulta, me avaliou como um todo, me perguntou: por que não um parto normal ? Plantou essa semente na minha cabeça, e desde então eu vim lendo, estudando, conversando com doulas, assistindo vídeos a respeito da visão positiva do parto normal.

Mudei de opinião! Eu quero tentar nosso parto normal! 

* “Mas cesariana é melhor Juliana”

* “Melhor cesárea, mais rápido”

* “Completa 40 semanas em 31/12 ? Réveillon ??? Marca cesarea”

São as coisas que ouço e sei que irei ouvir por muito tempo até o nascimento da minha filha.

A questão é: eu me convenci que o parto normal humanizado seria o melhor para nós. Estou feliz com isso.

A recuperação da cesárea do Murilo foi excelente, não tive dor, não andei curvada, e em 7 dias, o tempo que a médica recomendou, eu estava fazendo tudo que fazia antes (exceto atividade física, rs).

Pois bem, retornei hoje dia 11/10 na consulta da médica que conseguiu mudar minha visão sobre o parto. Legal. #sqn

Mais uma decepção.

Hoje eu ouvi que o plano de parto pode não ser respeitado. Que o médico é quem decide se fará uma episiotomia ou não!! Oi ?

Eu perguntei como eu deveria fazer o plano de parto, e ela me disse que muitas vezes isso não é respeitado, que não valeria a pena fazer.

Falei que meu maior medo era uma episiotomia. Que não queria que isso acontecesse. 

Ela olhou bem pra mim e perguntou: “Se houver necessidade, quem decide se é feito ou não?”

Respondi: “A paciente” 

Ela prontamente rebateu: não, é o médico

Falou também que se eu desejo um parto normal devo iniciar os exercícios pélvicos (até aí ok) mas eu já estava decepcionada com o que tinha acabado de ouvir e ainda ouvi mais uma: “que a mulher moderna não é como a mulher de antigamente, que não consegue ter parto normal como a mulher de antigamente porque não ficamos de cócoras para lavar roupas, que não utilizamos a musculatura pélvica como as mulheres de antigamente e por isso o parto normal é mais difícil” 

Somos mulheres, somos a mesma mulher, que se desejar terá o parto que quiser !!!!

E aquela mulher que não tem condições de acesso ou financeiras à fisioterapia uroginecologica ? Não pode ter parto normal ?

Fiquei completamente irritada com essa frase.

Terminei a consulta decidida a não voltar mais lá. Meu marido me acompanhou e perguntou na saída se eu não agendaria o retorno daqui duas semanas conforme ela pediu. Depois eu ligo, respondi. Nao, não vou agendar. Não volto mais lá.
Agora que meu pensamento mudou, que minha visão do que é melhor para nós está decidida, agora que li vários e vários lindos relatos, e quero tentar, TENTAR, o parto normal, por que tenho que ouvir isso ?

Estamos com 28 semanas e 3 dias, e surge o medo novamente. Mas com o medo, mais força e mais vontade de ter meu desejo realizado.

Lá vou eu a procura de um 5º médico, humanizado, que respeite o trabalho de uma doula, que faça parto no hospital que quero, que não cobre a tal taxa, que esteja disponível e ame o que faz.

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