Rinossinusite na infância

Olá mamães!

Essa época do ano é comum nossos pequenos ficarem sempre com nariz escorrendo e tosse. É sazonal. Todo inverno acontece isso, não tem jeito.

Desde que mudamos para Santos, Murilo apresenta uma tosse recorrente, pra seca, ora produtiva. As vezes cessa. Está em acompanhamento com a alergologista e faz acupuntura (a laser) também. Surte bons resultados viu.

Murilo tem 3 anos e 9 meses, nunca tomou antibiótico e eu não gosto de dar aquele coquetel de remédios a ele. Eu mesma só tomo medicação em último caso.

Mas, como ouvi da médica dele hoje. As vezes é necessário. Quer ver seu filho doente sem tomar remédio ou tomando o que precisa e ficando saudável ?

Infelizmente é verdade. Não quero ver meu filho doente, tossindo e desconfortável do ponto de vista respiratório.

Então, como boa fisioterapeuta, resolvi escrever a vocês a respeito das rinossinusite na infância.

Espero que gostem e entendam um pouco mais do que os pequenos tem nessa época.

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As sinusites e rinites comuns nessa época do ano são processos inflamatórios da mucosa sinusal e nasal que, na população infantil, freqüentemente se sobrepõem, dificultando o diagnóstico.

Com freqüência, são decorrentes de infecções virais (gripes e resfriados) e dos processos alérgicos da via respiratória. São consideradas rinossinusites devido à facilidade dos processos inflamatórios se estenderem entre a mucosa nasal e as cavidades sinusais.

Acomete tanto adultos como crianças e sua origem (viral ou bacteriana) acaba sendo motivo de duvidas no tratamento adequado.

Existem ainda muitas dúvidas em relação à história natural da rinossinusite crônica na criança. São considerados variados fatores predisponentes que são mais ou menos importantes dependendo da faixa etária.

A imaturidade do sistema imunológico e as dimensões da cavidade nasal e dos seios paranasais, por exemplo, perdem sua importância com o crescimento.

A poluição ambiental, freqüência a creches, alergia, infecção das vias aéreas superiores (IVAS), refluxo gastresofágico, hipertrofia de adenóides e/ou de amígdalas também favorecem o acometimento da rinossinusite.
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Ao nascimento, somente os seios maxilares e os etmoidais estão presentes.

Durante a infância, devido a um grande desenvolvimento do crânio e da região facial, ocorre aumento considerável do tamanho dos seios paranasais ao redor dos olhos.

Aos 14 anos de idade, o seio etmoidal já vai estar totalmente desenvolvido; o seio maxilar atinge sua plenitude com a erupção dentária.

O seio frontal (localizado na “testa”) inicia seu desenvolvimento aos 2 anos de idade e finaliza ao redor dos 6 anos de idade. Todos os seios paranasais comunicam-se com a cavidade nasal através dos seus óstios de drenagem.

A rinossinusite na infância é quase sempre uma seqüela de uma INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES. Elas são mais freqüentes na criança por uma série de fatores, entre eles, a imaturidade imunológica, exposição a fatores ambientais como freqüência a escolas e creches, que facilitam a transmissão infecciosa de uma criança para outra.

As IVAS provocam edema da mucosa respiratória, obstruindo a ventilação dos seios (onde se origina a sinusite), ao mesmo tempo que dificultam a drenagem das secreções e alteram o sistema de defesa da mucosa, facilitando a instalação de uma infecção bacteriana.

Em decorrência da estreita relação existente entre IVAS e rinossinusite, alguns investigadores acreditam que grande parte dos episódios de rinossinusite, particularmente nas crianças, seja autolimitado e, talvez, não necessite de medidas terapêuticas fortes, como antibióticos.

Nas crianças, as pequenas dimensões das cavidades ainda em desenvolvimento e o encurtamento da distância entre as superfícies mucosas e os orifícios de drenagem também podem atuar como facilitadores do desenvolvimento de uma rinossinusite.

Nos quadros recorrentes e crônicos e mesmo nas rinossinusites que não respondem adequadamente ao tratamento, algumas condições devem ser observadas, como por exemplo a deficiência de imunoglobulinas, os processos alérgicos, entre outros.

Os fatores anatômicos ocasionalmente podem atuar como um co-fator na rinossinusite, provocando obstrução do óstio de drenagem, dificultando a drenagem de secreções e a ventilação sinusal.

Entre eles:

– os desvios de septo nasal,

– a hipertrofia de conchas nasais,

– hipertrofia de adenóides e amígdalas

Nesses casos, o tratamento cirúrgico dessas alterações pode ser necessário e quase sempre é suficiente para a prevenção das crises de rinossinusite.

Diagnóstico

O diagnóstico de rinossinusite é habitualmente baseado nas evidências clínicas e na duração de sintomas.

Em relação aos quadros agudos, é sempre muito difícil diferenciar uma simples infecção de vias aéreas superiores de uma rinossinusite, principalmente nos primeiros dias de instalação da doença, quando é muito comum as crianças apresentarem febre, tosse, obstrução nasal e rinorréia (secreção escorrendo)

O diagnóstico de rinossinusite aguda é baseado no tempo de evolução ou na intensidade dos sintomas respiratórios. Um quadro gripal persistente, ou seja, que ultrapassa os 7 a 10 dias, que habitualmente é o tempo de evolução natural; ou um quadro severo já nos dias iniciais, com febre alta, rinorréia purulenta abundante, às vezes acompanhado de sinais meníngeos, são altamente sugestivos de infecção bacteriana nasossinusal.

A rinossinusite crônica na criança é associada a sinais e sintomas respiratórios pouco característicos que persistem por mais que 12 semanas, embora crises de agudização não sejam incomuns.

Algumas crianças apresentam crises recidivantes de sinusite aguda com total resolução dos sinais e sintomas entre as crises, e, em algumas, são episódios tão freqüentes que se torna muito difícil diferenciar uma rinossinusite crônica de uma recorrente.

Os sinais e sintomas mais freqüentes nos quadros crônicos incluem:

– obstrução nasal,

– rinorréia,

– dor de cabeça,

– irritabilidade,

– tosse diurna e noturna,

– mau hálito

A avaliação da rinossinusite, especialmente nos casos resistentes a tratamentos clínicos convencionais, recidivantes e crônicos deve incluir, também, investigação para alergia, imunodeficiências, fibrose cística e refluxo gastresofágico.

Se o seu pequeno (a) apresenta recorrência desses sinais e sintomas, converse com a pediatra. Aliás, já levou ao otorrino para uma avaliação preventiva ?

A pediatra dos meus filhos indicou consulta aos dois e já levamos. Assim como é necessário acompanhar a curva de crescimento da criança no pediatra, acompanhar o desenvolvimento do sistema respiratório e ouvidos também é super importante !!!

Qualquer dúvida, procurem seu médico de confiança!

Um abraço,

Fonte

Jornal de Pediatria

Imagens – Guia do Bebê

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