Violência Obstétrica 

Olá mamães

Tudo bem ?
Um assunto pouco abordado e pouco explicado precisa ser discutido e entendido por nós mamães e familiares para não permitir que aconteça.
Durante a gestação do Murilo eu nunca ouvi falar sobre esse assunto, e só após ler e entender, constatei que passei por vários tipos de violência obstétrica.
Você sabe o que é ?
Violência obstétrica não é apenas na hora do parto. Ela pode ocorrer durante toda a gestação por tratamentos desumanizados, falta de assistência adequada à gestante, imposição de dificuldades para realização de exames (burocracias exageradas), comentários constrangedores relacionados à sua etnia, raça , número de filhos, estado civil e situação conjugal e condição socioeconômica, agendamento de cesariana por conveniência médica sem indicação clinica e sem a escolha da mãe.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO AMBIENTE HOSPITALAR
É um direito garantido por lei que a mamãe tenha um acompanhante durante todo o processo de pré parto, parto e pós parto.
Nesse ponto quero dividir com vocês uma situação que poucos ficaram sabendo.
“Planejamos esse momento como o mais importante, o mais esperado e lindo da maternidade. Escolhemos o hospital mais bem falado da cidade, onde nascem mais bebês da rede privada da cidade, e até o momento do pré parto tudo corria bem, até dizerem ao meu marido que não poderia entrar com celular (nem em modo avião)  ou câmera fotográfica na sala cirúrgica. Triste, mas compreensível. Hoje, não temos aquela foto clichê que muitas mamães tem, logo que nasce, os três rostos, pai, mãe e bebê. Não tenho 😦
Está gravado na memória.
Mas também está gravado na memória que quando a pediatra trouxe Murilo para junto de mim, meus pulsos estavam presos à mesa cirúrgica com velcros. Como ? Sim, presos ! Eu não pude encostar a mão no meu filho, encostaram-no em meu rosto e ele imediatamente parou de chorar mas eu não o toquei” – violência obstétrica 2
Continuando….
As formas mais comuns de violência na hora do parto são:
  • recusa do acompanhante escolhido pela mulher (qualquer maior de 18 anos pode acompanhar, avô, avó, pai, tio, namorado, marido). Muitos lugares permitem apenas o pai da criança. Contra a lei.
  • procedimentos que prejudiquem o corpo da mulher (dor, dano fisico de leve à intenso, exames de toque sucessivos e por diferentes profissionais, episiotomia, imobilização de braços ou pernas)
  • qualquer ação verbal ou comportamental que possa causar sentimento de inferioridade, instabilidade emocional, insegurança, perda de dignidade e respeito da mulher
  • impedir ou retardar o contato do bebê com a mãe levando à berçários sem indicação médica, apenas por conveniência da instituição.
“Cabe aqui mais um comentário sobre minha experiência – eu fui pegar o Murilo e segurá-lo depois de 4 (QUATRO) horas de nascido. Primeiro porque fiquei 1h20 em uma sala de pós parto, sozinha, em decúbito zero, por conta da anestesia, com uma mini tv num
Domingo passando fórmula 1 onde uma enfermeira entrava de 15/15 minutos para verificar meu estado. Leia-se que eu estava sem sensibilidade das costelas para baixo. Imóvel” – violência obstétrica 3
– impedir ou dificultar a amamentação na primeira hora de vida, mantendo o recém nascido distante da mãe. “Aconteceu comigo” – violência obstétrica 4
Toda mulher e família tem direito à atendimento de qualidade visando o bem estar da mãe e criança. desde o pré natal até a saída da maternidade com seu recém nascido.
DENUNCIE
Exija a cópia do prontuário médico que não pode ser cobrado (apenas os custos de cópia). Com esses documentos você poderá entrar em contato com a defensoria pública do seu estado, independentemente se usou serviço público ou privado.
#partocomrespeito
Fontes:
Um beijo!!!
Jú – mãe do Murilo

 

Andadores – um mal desnecessário 

Olá mamães !!!

Todas bem ?

Algumas de vocês sabem, outras não, sou fisioterapeuta por formação e amo minha profissão. Durante a graduação tive uma professora de fisioterapia pediátrica que sempre enfatizou sobre os perigos que o andador infantil pode causar. Durante suas aulas maravilhosas de desenvolvimento infantil, fica claro o quanto um andandor pode atrasar ou pular etapas do desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

Para nossa informação, o Canadá foi o primeiro país a proibir a comercialização e utilização do andandor infantil. No Brasil, em dezembro de 2013, atendendo à pedidos da Sociedade Brasileira de Pediatria, uma liminar da justiça do Rio Grande do Sul proibiu a venda do andador porém os fabricantes do produto recorreram da decisão devido à um conflito de interesses econômicos numa luta que deve ser de todas nós contra o uso do mesmo. – “enquanto travamos a luta custosa e lenta contra os entraves legislativos e interesses econômicos -,é importante que todos os interessados na saúde e na segurança da criança promovam um grande movimento comunitário pelo banimento do uso do andador” (Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria).

Com a palavra, para demonstrar alguns dos malefícios e perigos do produto, a especialista em fisioterapia em neuropediatria. Espero que gostem !!!

Um abraço! 

_________________________

O que dizer sobre a proibição de um equipamento que foi vendido com um propósito errôneo?

A proibição do andador, vem de encontro com os vários estudos na área de desenvolvimento neuropsicomotor atual, relatando sobre a importância da análise biomecânica nas variadas posturas.

Este equipamento só traz “beneficio” para mãe, que geralmente opta por utilizá-lo com intuito de realizar seus afazeres domésticos acreditando que está fazendo um bem também para seu bebê.

Mas ao observar a posição de uma criança dentro de um andador, vemos que, o quadril fica fletido (dobrado), o joelho também fica fletido, muitas vezes a criança fica na ponta dos pés, e usa o impulso para se locomover. Nada funcional para promover a tal independência que o equipamento se propõe a fazer, além de inúmeras vezes, devido ao impulso e a base quadrada do andador, a criança tombar e provocar assim acidentes como traumatismos cranianos e etc.

Uma marcha agachada, que é como a criança fica no aparelho, vai favorecer encurtamentos musculares, não vai promover a força necessária para que a criança aprenda a se proteger nas quedas, força essa que só vai ser incentivada se a criança engatinhar e conseguir manter os braços estendidos (esticados), em prol da sua proteção.

Sendo assim, por muitas vezes vemos mamães colocando seus filhos no andador, sem esse bebê ao menos sentar sem apoio, ter um tronco estável, uma força adequada ou engatinhar.

Assim, pulamos etapas de um desenvolvimento motor que são primordiais para que essa criança ande seguramente sem o apoio.

A falsa segurança produzida pelo andador, é mero detalhe. Uma criança que permanece no equipamento, ao sair dele, sente-se insegura ao invés de estar segura. Isso porque ela está acostumada a ter um apoio constante, e quando se vê sem ele ela terá medo, muito medo, atrasando assim seu desenvolvimento, que deveria estar adequado se pensarmos que colocamos o filho em um “andador”. Mas como próprio nome já diz, é um andador, que anda por si só, sem depender de estímulo nenhum de seu condutor, sendo assim um equipamento que exije a passividade do mesmo e deixa que as rodinhas façam seu controle, ou não.

Então se queremos crianças ativas, reativas, coloque um colchão no chão, travesseiros, monte cabanas, e deixe seu filho livre para explorar, vivenciar, buscar sua segurança e independência, e assim, ele vai fortalecer a musculatura necessária e ideal para o seu desenvolvimento motor e cognitivo adequado.

meubebe.ninja


Priscila Lanzillotta

Mãe da Ana Clara

Fisioterapeuta

Especialista em Fisioterapia Pediátrica – UNICAMP

Mestre em Clínica Médica – UNILUS

Docente em Neuropediatria no Curso de Fisioterapia – UNILUS

Responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fisioterapia Pediátrica e Neonatal – UNILUS

Fisioterapeuta do Berçário do Abrigo Casa Vó Benedita – Santos/SP.

Criança pode ter distúrbio do sono?

Olá mamães !!!

Como estão ?

Deixa eu contar um pouco sobre como planejei (um pouco pelo menos) de como seria a vida quando o meu pequeno chegasse. Nem tudo sai como planejamos e nada tem uma regra, tudo é adaptável a cada família.

Desde a gestação eu planejava como seriam as noites de sono depois que tivéssemos um recém nascido em casa.

Com a chegada do bebê tudo muda! Nada mais será como antes na nossa vida e precisamos abrir mão de muitas coisas. E para conseguirmos nos adaptar à essa nova rotina, precisamos estar descansadas (dentro do possível) para cumprir tantas novas tarefas. O sono das mamães também é muito importante para a produção de leite e uma amamentação com sucesso.

Toda criança nasce sem saber o que a espera por aqui e, assim como as habilidades motoras que ela adquire com o passar das semanas, ela também pode e deve aprender a dormir, aprender a diferenciar dia e noite, sonecas e sono noturno.

Um recém nascido dorme em média 16 a 20 horas por dia, praticamente um “come e dorme” (rs), e mamar em livre demanda e permitir que o bebê inicie a sua rotina com orientação da mamãe ou de quem cuida é a melhor opção que podemos fazer.

A rotina do Murilo se iniciou assim que chegamos da maternidade. Chegou dormindo e foi para o seu berço em seu próprio quarto.

E ali eu me vi mãe, responsável por aquele ser humano deitado a poucos metros de mim, responsável por uma vida. Que felicidade imensa nos invade e ao mesmo tempo uma mistura de medo, insegurança e preocupações.

Assim que acordou, resmungando fui até o berço e não o tirei de lá de imediato, fiquei olhando ele tão pequeno e indefeso e tão lindo, verifiquei a fralda e o levei para troca. Em seguida, mamou. E dali foi de 2/2 horas. Às vezes mais, às vezes menos.

Caiu a noite, e por volta das 19 horas, levamos ele para o banho noturno. O ritual do banho foi feito à meia luz, no banheiro, com aquelas luzes de tomada bem aconchegantes. Dali saiu para o quarto onde foi trocado, mamou, arrotou e foi para o berço semi adormecido.

E assim como todas as noites de recém nascidos até os 3 meses que pareciam intermináveis (rs) lá estava eu e papai de 2/2 horas (ou mais, ou menos).

Até que um dia acordei assustada e ao olhar o relógio tinham se passado mais de 5 horas e aquela foi a primeira noite de sono completo do Murilo! Ele dormiu as 20 horas e acordou as 7 da manhã. Foram dias alternados, por vezes acordava a noite para mamar, eu pouco iluminava o quarto apenas com um abajur discreto, mamava e ia para o berço, dias de cólicas (Murilo teve muitas). E assim fomos indo.

A rotina de sono foi sendo orientada em casa e ele se adaptando à ela também. Hoje em dia os horários estão um pouco diferentes do início, até porque ele já esta com 19 meses de vida (1 ano e 7 meses) mas continua nas sonecas de dia, duas horas de manhã e uma hora à tarde, ou só pela manhã, e às 21:00 a noite ele está saindo do banho, tomando sua mamadeira (amamento ainda, mas durante o dia) e vai para o berço onde dali sai apenas as 7:30, 8 horas.

anne

Muitas mamães me dizem que o filho não dorme bem, ou não dorme a noite completa.
Vocês sabiam que bebês e crianças também podem desenvolver distúrbios do sono ?

A parassoníase é um distúrbio do sono que atinge 40% dos bebês. Ele pode ter um sono agitado e acordar durante a madrugada. Bebês mais novos costumam chorar muito e se debater e os maiores podem ficar de pé no berço ou se sentar na cama. Como não conhecemos o que pode estar acontecendo, logo o pegamos, consolamos e oferecemos o peito ou a mamadeira não é ?

Isso pode virar um hábito e atrapalhar o ciclo natural do sono dos pequenos. O Murilo passou a dormir a noite toda por volta dos 3-4 meses de vida, antes disso, eu o retirava do berço SIM, amamentava em livre demanda, mas por várias vezes eu não ia correndo para o quarto dele se ele tinha mamado a menos de 30 minutos. Ele despertava e eu aguardava uns 5 minutos pra ver se ele dormia novamente, e muitas vezes isso acontecia.

Sou totalmente contra a técnica do choro controlado, pois acho que se o bebê chora é porque está necessitando de algo, físico ou emocionalmente falando e deixá-lo chorar não estimula a segurança que queremos que ele tenha para dormir e se consolar com um simples despertar do sono.

Reforço que se ele chorasse mais do que apenas resmungar e conhecendo meu filho, eu soubesse que era fome ou algo que podia estar o incomodando, eu ia até ele.

A insônia pode sim ocorrer nessa fase, característico do bebê ter dificuldade de começar a dormir ou de manter o sono no meio da noite. Arrisco-me a dizer que isso só tem dois motivos:

  • o bebê não aprendeu a dormir. Sim, os bebês aprendem a dormir como aprendem outras habilidades (eu falei isso mais acima =])
  • Ou, o bebê tem insônia comportamental, por falta de disciplina, e faz aquela birra ao ser colocado para dormir no berço ou cama.
  • As rotinas que dificultam o adormecer incluem:
    • o ambiente,
    • o horário ou
    • atividades prévias inadequadas antes do horário de dormir

Se o bebê está ganhando peso adequadamente, recebe todos os nutrientes durante o dia, por volta do sexto mês ele não terá a necessidade de acordar de madrugada para mamar. Caso ele acorde, espere e observe antes de oferecer o peito ou a mamadeira. É preciso que a criança volte a dormir sozinha e, em geral, ela faz isso depois de alguns minutos. Se você chegar o quarto e pior ainda, acender alguma luz, isso irá despertá-lo.

O transtorno alimentar do sono nada mais é do que esse hábito que o bebê adquire quando acorda na madrugada e lhe oferecem alimento.

Fontes:

Site do Bebê
Imagem: Pinterest – Anne Guedes

Massagem infantil. Você sabe quais são os benefícios?

Olá mamães!

Como muitos domingos, hoje é dia de convidada no blog. E uma convidada muito especial e cheia de luz, minha amiga e vizinha Luciana, mãe da Mayumi, de 4 anos.  Ela também acredita na rotina das crianças e tem um ritual adaptado à família dela com a filha.

Para que nossos pequenos tenham um sono tranquilo e descansem adequadamente para um novo dia de brincadeiras, podemos utilizar diversas técnicas de rotina e relaxamento progressivo conforme chega a noite. A Lu escreveu para o Bebê no Berço sobre a massagem infantil.

Realizo no Murilo antes dele dormir e tenho certeza que colabora e muito para o ritual do sono.

Aproveitem o conhecimento que ela deixou para nós aqui!!!

Um beijo,


 

Toda família que tem bebê novinho ou criança, mesmo maiorzinha, conhece bem o cansaço do final de um dia, não é verdade?  Costumo dizer que crianças saudáveis são cheias de vitalidade e energia, uma energia diferente do adulto e não há nada de errado nisto.

Aqui em casa quando eu e meu esposo observamos nossa filha muito parada, molinha ou irritadiça é porque está doente, então, com este pensamento procuramos celebrar quando nossa pequena “apronta” as artes dela, mas claro, dentro do limite e isso cada família vai estabelecer.Muitos pais me perguntam se a massagem pode acalmar as crianças mais hiperativas, e eu respondo que sim, mas isso vai depender de cada um, não adianta ter hábitos desregrados e querer consertar com a massagem ou yoga voltado para crianças, do dia para a noite, mas experiências maravilhosas podem acontecer quando a família inclui na rotina da criança a massagem infantil.

Primeiramente, devemos lembrar que o ato de tocar é um ato de amor, uma troca energética, um momento único que deve ser respeitado e preservado. Por isso, afirmo que vale mais 10 minutos de presença verdadeira do que 1 hora sem presença e com distrações (telefones, TV, preocupações, etc).

Além dos benefícios terapêuticos como:

  • melhora no sono,
  • alívio de cólicas,
  • aumento da imunidade, dentre outros, um grande benefício que o ato de tocar preserva: É O VÍNCULO entre bebê/criança e seus cuidadores (mãe, pai, pais adotivos, avós, babá) ou outra pessoa que tenha um vínculo afetivo com a criança.

Pesquisas comprovam que através de nossas experiências com o toque, ou seja, a presença ou a falta de toque carinhoso nos primeiros anos de vida, pode afetar de forma significativa nosso desenvolvimento físico, emocional e comportamental.

Na natureza, sabemos que os mamíferos lambem com vigor seus filhotes desde o nascimento, e estes (por uma eventual ausência da mãe) com frequência não sobrevivem a essa falta de carinho.O toque carinhoso não exige técnica, mas aprender um método de massagem infantil pode beneficiar e muito a rotina da família como um todo.

Lembrando que carinho e amor nunca é demais.

No maravilhoso mundo da massagem para bebês e crianças, existem vários métodos, mas o que importa mesmo é conhecer um ou dois métodos e literalmente colocar a mão na massa.

Vou falar brevemente de duas técnicas que uso em minha filha até hoje (ela tem 4 anos) uma é a Shantala e a outra “O Toque da Borboleta”.

A Shantala, já famosa aqui no ocidente e conhecida por muitas mamães, é uma arte tradicional de massagem para bebês e crianças. A técnica vem da Índia, e tem fundamentos na milenar medicina Ayurvédica e no Yoga. Está entre os mais antigos e tradicionais conhecimentos de terapias para a infância.

O toque na criança abrange todo o corpo e rostinho.

O outro método chama-se “O Toque da Borboleta” ou Toque Sutil. Trata-se da principal técnica da bioenergética suave e caracteriza-se pelo seu toque delicado e carinhoso, foi introduzida no Brasil na década de 80. O toque percorre todo corpinho e rosto da criança.

Como massoterapeuta consigo passear e brincar com os dois métodos, mas a massagem infantil é algo que qualquer pessoa sem nenhuma experiência pode aprender, aplicar e obter maravilhosos benefícios.

Por isso vou deixar uma dica que tem feito milagre aqui em casa, principalmente na hora de dormir:

  1. Deixe a casa com pouca luz, eu desligo todas as luzes e ascendo um abajur próximo às 21h, assim o estímulo luminoso diminui e a criança começa a ficar sonolenta.
  2.  Depois da rotina de escovar os dentes e colocar o pijama, fazemos a oração do anjinho da guarda, desde que ela nasceu.
  3. Algumas vezes conto histórias infantis com uma lanterna iluminando o livro (ela adora)
  4.  Finalizo com a massagem ou borboletinha como ela gosta de chamar.
  5. Soninho profundo ZZZZZZ…

Essa é a minha rotina, cada um pode criar a sua.

Abaixo deixo a dica de 5 manobras do método “O Toque da Borboleta”. Você deve aplicar na cabeça e rostinho da criança, acalma quase que imediatamente minha pequena e o soninho gostoso vem, pode ser feita na cama antes de dormir com pouca luz ambiente.

Repita no mínimo 3 vezes cada manobra conforme a ilustração:

1.  Tocar toda a cabeça da criança com movimentos circulares suaves.

2.  Deslizar com dois dedos (polegar e médio) das duas mãos, do centro da testa às têmporas.

3.  Colocar as duas mãos no rosto da criança e descer delicadamente até o queixo.

4.  Faça um grande círculo em volta dos olhos com o dedo indicador, iniciando pela sobrancelha, o movimento é bem suave.

5.  Com 2 dedos de cada mão (indicador e médio), deslize suavemente pelo nariz na direção das orelhas.

Luciana Neri  

Consultora em massagem infantil (Shantala e Toque da Borboleta)

Terapeuta Integrativa – Yoga, meditação e massagem para gestantes

Idealizadora do Projeto TOCANDO A VIDA, porque é na infância que formamos

os laços afetivos com a humanidade.

E mail:   lu_neris@yahoo.com.br

Curta nossa página no Face:  https://www.facebook.com/GaiaLuzYoga/

Paz e luz, Gaia.

Seu filho tem a cabeça achatada ?

Olá mamães!

Quando Murilo ainda era um recém-nascido, ele dormia em seu berço desde o primeiro dia em casa, no quarto dele mas, durante o dia ficava comigo na minha cama, deitado de lado, ou de barriga para cima e ficava também na cadeirinha de descanso dele, tão auxiliar para nós. Por recomendação da pediatra e por bom senso também ele não ficava mais de 2 horas nela, mas mesmo assim eu passei a notar a cabeça dele na parte de trás com um ligeiro achatamento, pouca coisa, mas me incomodava toda vez que eu passava a mão.

Comentei com a pediatra na consulta seguinte e ela me explicou que era comum acontecer isso mas que devia tomar algumas precauções para não aumentar. Eu nunca tinha ouvido falar nisso e acho que é pouco abordado esse assunto. Quando eles nascem e a cada consulta é medido o perímetro cefálico do bebê, para acompanhar o crescimento da cabeça proporcional à idade e tamanho da criança. Isso é super importante nas consultas de rotina.

Com esse post, espero ajudar a esclarecer à vocês mamães sobre o assunto.

Em 1992 a Academia Americana de Pediatria iniciou a recomendação dos bebês dormirem de barriga para cima para evitar a Síndrome da Morte Súbita Infantil. A partir daí, pediatras observaram um aumento significativo no número de bebês com assimetria craniana, ou seja, com a cabeça achatada.

O nome técnico dado à essa alteração chama-se PLAGIOCEFALIA POSICIONAL que quando não tratada, pode gerar complicações estéticas e até mesmo funcionais. Essa alteração do formato craniano pode ocorrer também por conta do posicionamento intra-uterino, parto mais complicado e gestação gemelar.

Isso acontece devido ao fato do crânio do bebê não estar totalmente fechado, as chamadas suturas e vão se fechando conforme o crescimento e desenvolvimento do bebê. As suturas são importantes para o bebê passar pelo canal do parto (parto vaginal) e também para o crescimento do cérebro. Se o recém-nascido fica deitado sempre na mesma posição, as placas cranianas não se movimentam na região apoiada, deixando a região plana (“achatada”).

Para evitar que isso ocorra, algumas recomendações de cuidados com a cabeça do bebê foram publicadas na revista científica Pediatrics:

  • Deixe o bebê de barriga para baixo (posição prona) sob sua supervisão sempre. É importante para o bebê ficar nessa posição também, isso irá estimular sua musculatura dorsal. Nessa posição, ele apresenta o reflexo de fuga à asfixia, então, fique tranquila que caso ele encoste o rosto no colchão, ele mesmo irá virar o rosto para respirar adequadamente.
  • Ofereça estímulos para o bebê virar a cabeça em diferentes posições (no berço, por exemplo, não com móbiles, mas com objetos de decoração do próprio quarto, uma luz acesa colorida, alternar a posição do bebê no berço, os pés para o lado da cabeceira para que ele tenha outra visão do ambiente e se interesse)
  • CUIDADO com a cadeirinha. Tão querida por mim e auxiliar em certos momentos, ela também pode prejudicar se usada em demasia, pois deixa a cabeça do bebê na mesma posição no apoio, apesar de ser macia.
  • Durante o dia é permitido dormir de lado sob a supervisão das mamães ou de alguém.
  • Para amamentar, também é importante alternar a posição, pelo mesmo motivo para dar a oportunidade para o bebê projetar-se em ambas as direções, exercitando os músculos do pescoço e encostando uma parte diferente da cabeça nos seus braços. Se você dá mamadeira, tente alternar os lados a cada momento em que for alimentar. Uma hora segure o bebê com o braço esquerdo e a mamadeira com a mão direita, depois faça o contrário.

Existem também almofadas de posicionamento da cabeça do bebê para quando ele estiver deitado ou sentado na cadeirinha vibratória. É uma almofada com um baixo relevo no centro e pode ser usada para diminuir a área de apoio da cabeça. Eu não usei com o Murilo não só descobri que existia depois =) ninguém me orientou quanto à isso, mas eu estou aqui para informar vocês mamães. Existem vários modelos no mercado, mas é basicamente assim:

almofada

De acordo com pesquisa feita pela Harvard Medical School:

  • 12% das crianças saudáveis nascem com algum tipo de assimetria
  • destes 12%, aproximadamente 3% merecem algum tipo de intervenção, seja cirúrgica ou não
  • 54% das crianças gêmeas também nascem com assimetrias.

 

A primeira avaliação quem faz é a mãe em casa no dia a dia podemos observar as pequenas alterações e pedir ajuda ao pediatra, que é sempre quem está mais próximo de nós. Coloque o bebê de barriga para cima e observe:

supinado

  1. Normal: O formato normal da cabeça é um pouco alongado, sendo o comprimento cerca de 1/3 maior que a largura
  2. Plagiocefalia: Nota-se um achatamento de um dos lados ou de uma região
  3. Braquicefalia: A largura é maior em relação ao comprimento. A região posterior da cabeça é chata ao invés de arredondada.
  4. Escafocefalia: A cabeça é longa e estreita.

TRATAMENTO

Na maioria dos casos, o posicionamento é o suficiente para evitar e corrigir a plagiocefalia posicional mas fique atenta e caso note um achatamento ou algo diferente comunique o pediatra. Em situações mais graves, os médicos prescrevem uma órtese,um tipo de capacete feito sob medida para cada bebê usado por períodos determinados pelo mesmo.

O tratamento deve ser feito até no máximo os 15 meses de vida do bebê, que é  fase em que as suturas cranianas se fecham e pode levar entre 3 e 5 meses de acordo com a idade de início de uso da órtese e o grau de assimetria.

capacete

Espero ter esclarecido essa informação tão importante para vocês mamães!

Não se desesperem! Observem, tomem as devidas precauções com os pequenos e procurem um médico de confiança se notarem algo de diferente.

Um beijo,

Fontes:

Guia do bebê

Revista Crescer

Vacinação x Autismo

Olá mamães !!

Tudo bem?

Vocês já ouviram dizer que vacinação é um direito da criança e um dever da família ?

Na Europa, há uma grande falta de adesão à campanhas de vacinação e a abrangência das doenças aumenta progressivamente. 

Tudo começou quando foi publicado em 1998 na revista cientifica Lancet um estudo FALSO onde o pesquisador Dr. Andrew Wakefield, afirmava que a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubeola) poderiam causar autismo. O autor do estudo perdeu seu registro e foi processado criminalmente. Portanto, não existe evidencia cientifica para tal afirmação.

Será que não vacinar nosso filho chega a ser egoísmo ? Claro que não queremos o mal deles, nem que nosso filhos fiquem doentes, mas sera essa uma atitude correta ? 

Somos responsáveis por eles e pela sociedade em que vivemos. Não vacinando o seu, voce esta arriscando também a vida de outros, que ainda não estão com sistema imunológico completo e podem se infectar.

O governo não pode obrigar o responsável a vacinar a criança, nem impedir que frequente a escola por falta de vacinação. As campanhas são feitas de acordo com a sazonalidade das doenças e cabe à família tal responsabilidade.

Todas as doenças para as quais existe campanha e vacinas disponíveis são imunologicamente evitáveis. Sendo assim, caso a criança não seja imunologicamente capaz de se defender das doenças, ela pode matar como qualquer outra patologia.

O CDC (Centers of Disease Control) comparou os dados de 256 crianças com autismo com os de 752 crianças sem o distúrbio. Além de analisar o histórico de vacinação de cada uma delas, considerou também as vacinas que as mães das crianças tomaram durante a gravidez. E, assim como nos estudos anteriores, os pesquisadores não encontraram evidências de que a exposição ao Timerosal (tipo de um conservante de vacinas à base de mercúrio, um dos principais suspeitos de causar reações adversas) aumente o risco da criança desenvolver o distúrbio. Segundo o CDC, apesar dos resultados das pesquisas, uma pesquisa recente sugere que um em cada quatro pais nos Estados Unidos ainda acredita que as vacinas podem causar autismo.

Há um enorme debate correlacionando as vacinas com o espectro autista ou atraso no desenvolvimento da criança ao redor do mundo.

Para se ter uma ideia, o sarampo havia sido erradicado dos EUA por 14 anos, mas, em 2013, segundo o CDC, foram registrados 189 casos. Em outubro de 2011, a OMS informou que a circulação do vírus do sarampo mantinha-se ativa na Europa e na África. Naquele ano, o estado de São Paulo contabilizou 26 casos da doença. “Com isso, fica evidente o risco que grupos não vacinados podem causar para a saúde pública”, reforça Guido Levi, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia.

ze gotinha

Argumentos dos “Antivacinas”

 Dr. Guido explica que alguns argumentos debatem sobre a sobrecarga imunológica mediante a administração combinada ou simultânea de vacinas, agravada pelo excesso de alumínio, albumina purificada de sangue humano e timerosal. Com isso, as crianças seriam incapazes de responder com segurança e eficácia ao número de vacinas administradas, já que até os dois anos elas receberiam 21 injeções contendo 33 vacinas.

Devido a esse fato, alguns grupos defendem a ideia de adiar o inicio da vacinação para quando o sistema imunológico do bebê estiver mais “maduro”. Mas Dr. Guido explica que os neonatos desenvolvem essa capacidade de reação à antígenos estranhos ao organismo ainda na barriga da mãe e estima que a quantidade de vacinas que uma criança seria capaz de responder em um determinado momento, chegaria proximo de 10 mil: – “Isso significa que se 11 vacinas fossem aplicadas simultaneamente, somente 0,1% do sistema imune seria utilizado”, explica o médico.

Desde 1992, o Timerosal foi eliminado das vacinas da Suécia e Dinamarca e, nem por isso, o número de crianças com autismo deixou de aumentar. Além dos estudos, não custa lembrar que toda vacina passa por uma série de testes antes de ser comercializada. No Brasil, por exemplo, ela precisa seguir todos os protocolos de segurança, efetividade e eficácia exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Devido a todas essas informações, vacinar não deveria ser uma questão de escolha.

Crianças não vacinadas contra a coqueluche (vacina DTP) têm 23 vezes mais chances de contrair a doença, por exemplo. Em 2008, nos EUA, foram registrados 131 casos de sarampo no primeiro semestre, o maior desde 1996, e 91% dos infectados não tinham sido vacinados.

Complicações graves são raríssimas e os efeitos colaterais, como febre ou dor no local da picadinha, são leves e passageiros. Também não me sinto bem ao ver o Murilo sendo vacinado, aquele choro de dor que poderia ser evitado por nós corta o coração não é ? Mas uma dor passageira evitará dores futuras e mais graves.

Convivência

Vacinação é uma questão de saúde pública. A chance de uma criança ser infectada é muito maior se ela estiver numa comunidade desprotegida, o que ainda favorece a volta de doenças já erradicadas. Por isso devemos atualizar nossa carteira de vacinação quando viajamos à lugares onde ainda existem focos de doenças. É o caso da febre amarela, em estados do Norte e Centro-Oeste principalmente.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o último caso de poliomielite foi registrado em 1989. Isso só foi possível porque os responsáveis tiveram boa aderência às campanhas de vacinação. 

A 68ª Assembleia Mundial da Saúde, promovida entre 18 e 26 de maio de 2015, em Genebra (Suíça), reuniu autoridades sanitárias de 194 países. Nesta assembléia foi definida uma resolução, com novos acordos sobre a erradicação global da poliomielite, reforçando que a erradicação só poderá ser alcançada por meio do compromisso global.

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, freqüentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem desde 1990, em virtude do êxito da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).

Aconteceu entre 23 e 30 de Abril de 2016 a 14 Semana de Vacinação das Américas com o tema “Vamos pelo ouro! Vacine-se!”

vaccination-poster-2016-por

 

Foi esforço extraordinário liderado por países e territórios das Américas para promover o acesso à vacinação. Essas campanhas fortalecem os programas nacionais de vacinação, chegando até populações com pouco acesso a serviços de saúde regulares, como as que vivem nas periferias urbanas, áreas rurais e de fronteira e em comunidades indígenas.

Foi liderada pela Organização Pan-Americana/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS), com o apoio de parceiros como a Canadian International Development Agency, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional, a UNICEF, O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Fundação das Nações Unidas, e a Agência GAVI da Fundação Bill e Melinda Gates.

As vacinas se assemelham aos agentes infecciosos e estimulam o sistema imunológico a se preparar, produzindo defesas contra o agente causador (vírus, bactéria ou parasita). Desta forma, a vacina protege o organismo de doenças específicas no futuro.

VAMOS VACINAR NOSSOS PEQUENOS !!!

vacinacao

Informem-se com pediatras e imunologistas caso tenham dúvidas!!

No Brasil estão erradicadas diversas doenças, não vamos permitir que elas retornem!!!

Um beijo,

Mamães!! Para receberem os próximos posts deixem seu email aqui para mim !!

*Fontes:

Lançamento MaterniCast – DIA DAS MÃES

Chegou dia das mães !!!

Aquela velha história que dia das mães é uma data comercial e dia das mães é todo dia todas nós já ouvimos mas é tão especial saber que um dia é todo dedicado a nós que nos doamos e dedicamos tanto no dia a dia não é ?
Esse é o meu terceiro dia das mães, 2014 (grávida), 2015 Murilo com 7 meses e hoje com 1 ano e 6 meses (ele completa hoje) e já fala mamãe !!!! No próximo estará tagarelando até não poder mais !

Ser mãe é uma missão incrível. Não só a mãe que gera mas também a mãe que adota, mãe que cria, mas uma coisa é certeza, depois que chega a maternidade, uma mulher nunca mais será a mesma.
Murilo veio para iluminar nossas vidas ! Um anjo de menino, doce, meigo e carinhoso. E nessa minha missão, quero honrar a confiança que Deus nos confiou, cuidar para que ele continue sempre assim.

FELIZ DIA DAS MÃES !!!!!

Essa semana foi de muita ansiedade e alegria na preparação do nosso projeto chamado: MaterniCast !!
Criado por 3 mombloggers e mães de primeira viagem, eu, a Rhu do Blog Viver Mãe e a Vivi do Mãe Despojada. Juntas e com a colaboração de muitos amigos e maridos 😊 criamos o MaterniCast
Agradecimento especial ao David Dafré, amigo e músico, guitarrista da Vanguart que compôs uma música especialmente para nossos episódios.

12987961_1173805792640531_2077316866_n
Apresento à vocês uma ideia inovadora no mundo materno, no qual desejamos que houvesse mais de 24 horas por dia pelo tanto de coisas que precisamos fazer. Vocês poderão acompanhar em forma de áudio um bate papo de mamães como nós e com entrevistas incríveis toda semana.
Nos sigam no Instagram @maternicast e não percam nenhum episódio !
Nesse primeiro Podcast nós nos apresentamos e contamos um pouco sobre a gestação e o início da maternidade.
Aproveitem ! Foi feito com muito carinho !!!

Beijos !!!! Jú

Para receber os próximos podcasts, deixe seu email abaixo: